Editorial
Pelo fim da violência contra as mulheres
O senso comum diz-nos que a violência contra a mulher é tão só e apenas contra a mulher, ou até de forma mais restringida, contra apenas algumas mulheres, aquelas que a sofrem. Nada poderia estar mais longe da verdade. Mais do que qualquer problema individual, de um casal ou mesmo do conjunto das mulheres, este é um problema de toda uma sociedade cuja degeneração tem expressões como esta. A violência contra as mulheres não consiste apenas a degradação da mulher mas na degradação do ser humano, diminui-o e inegavelmente é um problema de todos os homens e mulheres resolve-lo. Metade da humanidade estar na posição de potencial vítima define a sociedade em que vivemos, fractura-a, cria obstáculos a metade da população para lutarem pelos seus direitos como mulheres mas também pelos seus direitos como trabalhadoras. A violência contra as mulheres subjuga e oprime todos os trabalhadores, homens e mulheres, pois divide-os na luta contra a austeridade do Governo e da Troika.
Este boletim é um espaço para todos os que desejam empreender uma participação activa na reivindicação dos nossos direitos e na organização de todos nós trabalhadores para fazer frente ao derrotismo instalado. Apelamos a todos aqueles que queiram dar voz aos seus desejos de luta, denunciar situações de injustiça no trabalho e não encontram sítio para que usem este espaço para contribuir para um fortalecimento da nossa luta. Tudo sempre com o total anonimato e a segurança necessárias.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Precariacções 22
Editorial
No passado dia 29 de Setembro o país foi a votos e, independentemente de resultados locais e particulares, a grande conclusão geral e nacional que se tira é a de que o governo e as suas políticas de austeridade e cortes nos direitos de quem trabalha saem derrotadas. A população foi às urnas mostrar um cartão vermelho ao Governo tal como já o tinha feito nas enormes manifestações nacionais que têm acontecido em que participam centenas de milhares de pessoas. Acabadas as autárquicas, olhemos para a situação no nosso país: entre o quarto trimestre de 2010 e o primeiro trimestre de 2013, a economia portuguesa mergulhou num processo contínuo de destruição. São dez trimestres consecutivos em contracção naquilo que foi uma queda de cerca de 7,2% do PIB (- 3.000 milhões de euros) e um aumento do desemprego de 11,1% para 17,7% (+ 333 mil desempregados). Em termos absolutos, no primeiro trimestre deste ano, regressámos ao nível de riqueza do ano 2000 e alcançámos uma taxa de desemprego nunca antes registada. Quanto aos juros da dívida pública a 10 anos, estes voltaram a ultrapassar a barreira que, em Abril de 2011, levou o Governo PS a abrir portas à intervenção da Troika – acima dos 7%. Apesar deste cenário, nenhuma acção foi tomada, por este Governo, para que a crise seja resolvida. A nossa estrutura produtiva continua débil e dependente. Apenas importamos menos porque o nosso rendimento sofreu fortes diminuições. Nos primeiros seis meses do ano, a dívida pública continuou a aumentar, tendo atingido os insustentáveis 130,9% do PIB . Como se não bastasse, até 2015, será imposto um corte na despesa pública na ordem dos 4.800 milhões de euros. Este Governo declarou uma guerra social e económica a quem trabalha em detrimento dos seus “amigos” como é o caso de Oliveira e Costa do caso BPN. É preciso que o golpe que o Governo sofreu nas eleições autárquicas se materialize nas ruas, e isso começa já com as manifestações de dia 19 de Outubro da CGTP-IN e de dia 26 Outubro do movimento “Que se Lixe a Troika”. Vamos para a rua correr com Coelho e Portas.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Precariacções 21
Editorial
O governo não tem dado tréguas no ataque que tem feito aos trabalhadores e Cavaco Silva, sempre apoiante desta política de austeridade do governo, promulga tudo o que lhe chega às mãos. Desta vez, com a desculpa de tornar os serviços públicos mais eficientes, aumentaram cinco horas semanais ao horário dos trabalhadores da função pública. Muitos trabalhadores do sector privado acham esta medida positiva baseados na injustiça que vêem entre os direitos e regalias dos trabalhadores do público e do privado. É verdade que existem essas diferenças. Reflictamos um pouco sobre essa questão. Em primeiro lugar os direitos que os trabalhadores do público têm não são nada a que todos os trabalhadores não devessem ter direito. E em segundo lugar as regalias de que tanto se fala são muitas vezes direitos básicos necessários a todos ( como a assistência médica). Além disto é negativo para qualquer trabalhador, seja ele do público ou do privado, que o critério para igualar as suas condições seja descer as dos que estão um bocadinho melhor. Pelo contrário, o critério deve ser exactamente o oposto, isto é, subir as condições dos menos favorecidos. É normal que governo, os empresários e os meios de comunicação social, estejam sempre a martelar na cabeça das pessoas esta divisão artificial entre trabalhadores do público e do privado pois, afinal de contas, nada melhor para eles do que ter os trabalhadores divididos, a discutir quem tem mais e quem tem menos enquanto que eles se riem à custa do que tiram a todos. Contra a austeridade e o roubo sistemático deste governo os trabalhadores do privado e do público têm de estar lado a lado contra quem os saqueia. Ou não é do interesse de todos que este governo e a sua política caiam? Não esqueçamos também que a redução de direitos aos trabalhadores do público é um primeiro passo para retirar direitos aos do privado. Afinal foi isso mesmo que aconteceu com a questão dos subsídios de férias e natal.
O governo não tem dado tréguas no ataque que tem feito aos trabalhadores e Cavaco Silva, sempre apoiante desta política de austeridade do governo, promulga tudo o que lhe chega às mãos. Desta vez, com a desculpa de tornar os serviços públicos mais eficientes, aumentaram cinco horas semanais ao horário dos trabalhadores da função pública. Muitos trabalhadores do sector privado acham esta medida positiva baseados na injustiça que vêem entre os direitos e regalias dos trabalhadores do público e do privado. É verdade que existem essas diferenças. Reflictamos um pouco sobre essa questão. Em primeiro lugar os direitos que os trabalhadores do público têm não são nada a que todos os trabalhadores não devessem ter direito. E em segundo lugar as regalias de que tanto se fala são muitas vezes direitos básicos necessários a todos ( como a assistência médica). Além disto é negativo para qualquer trabalhador, seja ele do público ou do privado, que o critério para igualar as suas condições seja descer as dos que estão um bocadinho melhor. Pelo contrário, o critério deve ser exactamente o oposto, isto é, subir as condições dos menos favorecidos. É normal que governo, os empresários e os meios de comunicação social, estejam sempre a martelar na cabeça das pessoas esta divisão artificial entre trabalhadores do público e do privado pois, afinal de contas, nada melhor para eles do que ter os trabalhadores divididos, a discutir quem tem mais e quem tem menos enquanto que eles se riem à custa do que tiram a todos. Contra a austeridade e o roubo sistemático deste governo os trabalhadores do privado e do público têm de estar lado a lado contra quem os saqueia. Ou não é do interesse de todos que este governo e a sua política caiam? Não esqueçamos também que a redução de direitos aos trabalhadores do público é um primeiro passo para retirar direitos aos do privado. Afinal foi isso mesmo que aconteceu com a questão dos subsídios de férias e natal.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Precariacções 20
Editorial
Turquia e Brasil, é preciso lutar, é possível vencer.
A luta que a população Turca e a população Brasileira travam contra os seus governos mostram-nos que ainda vale a pena lutar, que é possível forçar um governo a retroceder. Durante anos as populações foram ignoradas, enganadas e roubadas mas desta vez ninguém as pôde calar, nem com bastonadas, gás lacrimogéneo e canhões de água. Aquilo que começou por causa de um parque ou pela subida dos transportes, rapidamente se tornou num gigantesco BASTA aos governos, à corrupção, à falta de democracia e à cada vez maior desigualdade entre ricos e pobres. Os portugueses também já estão fartos de cada vez ter pior ensino e saúde, de cada vez ter menos poder de compra, do flagelo do desemprego, enquanto este Governo finge que não ouve e não vê, mesmo quando centenas de milhares de pessoas exigiram a sua demissão nas ruas de todo o país. Todos temos a noção de que a situação social do país é próxima do insustentável e com tendência a agravar-se. Nós também queremos dizer BASTA. Quem não concorda com que se prenda quem andou a roubar e endividar o país? Quem não acha que em vez de toda uma geração, seja o Governo quem emigre?
Solidariedade com o povo Turco e o povo Brasileiro, que o seu exemplo nos sirva para também tomarmos o destino da política do nosso país nas nossas próprias mãos.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Precariacções 19
Editorial
Caros colegas, a situação que se vive no call-center é também reflexo daquilo que se vive no país: aumento de impostos, aumento da carga horária, aumento do custo de vida. É preciso nos juntarmos aqui no call-center para derrubar as políticas injustas impostas pela Apple, pela IBM e pelas empresas de RH, mas também é preciso fazermos alguma coisa pelo rumo do país. Já basta, já chega. E todos nós sabemos que se nos unirmos somos mais fortes e somos mais eficazes na luta contra as injustiças.
No próximo dia 1 de Junho há mais uma manifestação do movimento “Que se lixe a troika” por todo o país, e Braga não é excepção. Todos à manifestação contra a privatização de serviços, contra o aumento de impostos e pelo fim do memorando.
Caros colegas, a situação que se vive no call-center é também reflexo daquilo que se vive no país: aumento de impostos, aumento da carga horária, aumento do custo de vida. É preciso nos juntarmos aqui no call-center para derrubar as políticas injustas impostas pela Apple, pela IBM e pelas empresas de RH, mas também é preciso fazermos alguma coisa pelo rumo do país. Já basta, já chega. E todos nós sabemos que se nos unirmos somos mais fortes e somos mais eficazes na luta contra as injustiças.
No próximo dia 1 de Junho há mais uma manifestação do movimento “Que se lixe a troika” por todo o país, e Braga não é excepção. Todos à manifestação contra a privatização de serviços, contra o aumento de impostos e pelo fim do memorando.
A crise tem de ser paga por quem a criou e não por quem, como nós, ganha uma miséria e só conta com cortes e mais cortes.
Não faz sentido que sejamos nós, advisors, a levar este call-center para a frente e serem apenas alguns a ganhar com isso. À nossa custa, à custa dos nossos fins-de-semana e feriados pagos ao preço da chuva, à custa do stress que é atender chamadas o dia todo e da pressão que nos é imposta pelo cumprimento das métricas, à custa do trabalho de milhões de pessoas por esse país fora, os grandes capitalistas, com a ajuda dos nossos governantes, continuam a manter o seu estilo de vida e a impôr medidas de austeridade para pagar o rombo de milhões causado pela corrupção e roubo!
Juntemo-nos colegas, já basta!
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